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sábado, 27 de setembro de 2008

TOM ZÉ

-- Associação de dor com sexualidade é característica das sociedades de dominação.


-- Na pré-história os homens reagem à escassez de alimento ou de recursos se unindo, excluindo as mulheres da cerimônia de poder masculinas. Voltando a agressão contra elas.


-- Na Europa pré-histórica apareceram os indo-europeus de Kurgan, pastores. Foi o fim de uma civilização de parceria. Surgiram culturas nas quais valores “femininos” foram destruídos. Converteram-se em sociedades nas quais a guerra “heróica” e o governo de uma pequena elite masculina, governo da força e do medo, passaram a ser a norma.


-- Esse pastoralismo nômade instala-se em terras inférteis ou tornadas inadequadas para a agricultura. Mas ele não é só o resultado de ambientes inóspitos: também causa o ambiente inóspito.


-- Usa, como tecnologia, a escravidão de seres vivos, de animais, do que produzem. Animais são domesticados, desde pequenos até a idade adulta e, depois, são mortos e devorados.


-- O pastoralismo não conduz necessariamente à escravidão; e povos agricultores também eram escravistas – tribos primitivas da África ou estados como Atenas e a América do Sul dos séculos 18 e 19.)


-- É afastada, é evitada a empatia ou o amor por criaturas que devem ser mortas. O que pode explicar a insensibilização de emoções mais “sutis”, que caracteriza a sociedade de dominação.


-- O treinamento de oficiais nazistas da SS incluía a criação de filhotes de animais que alimentavam, com os quais brincavam, dos quais cuidavam. Depois, matavam-nos sem demonstrar emoções.


-- Se habituados a viver de animais escravizados como única fonte de subsistência, habituamo-nos a admitir a escravidão de seres humanos.


-- Da supressão do afeto e do amor resulta um afeto embotado, uma redução da capacidade de responder a outros afetos que não raiva, desrespeito e emoções “duras”.


-- Sofrer a dor, no homem, é coragem; na mulher, masoquismo. A sociedade de dominação criou esse conceito.


-- O escravismo vê metade da humanidade como peças de propriedade a serem controladas. E a escravização e abate de animais para subsistência também fundamenta a visão da mulher como procriadora ou tecnologia sexual reprodutiva. Como propriedade do homem, cuja sexualidade tem como função ser controlada e servir aos “proprietários” homens.


-- Ainda hoje, entre certos povos tribais, o amor sexual entre casais é considerado – corretamente, aliás – um perigo para a preservação das hierarquias do poder masculino. Entre beduínos egípcios, o amor sexual é desencorajado. Desejo e amor são equiparados à dependência – inimigos da independência, o valor mais ligado à honra.

Riane Eisler, em O Cálice e a Espada (editora Via Optima, Porto, Portugal, 1998) e O Prazer Sagrado - Sexo, Mito e Política do Corpo (editora Rocco, 1996).


O texto aí em cima foi retirado do encarte do cd ESTUDANDO O PAGODE de Tom Zé.


Neuza- esposa de Tom Zé- é quem deve de saber das coisas... É ela quem nos podia dar um dos mais amorosos e solidários relatos de amor, sei lá... Afinal de contas porque o macho Tom Zé faria uma homenagem às fêmeas dessa grandeza?

CRICAS

sábado, 16 de agosto de 2008

Coco do coco


Conforme prometido aí vai a música Coco do coco do Guinga e do Blanc na voz da Leila. As imagens eu colei todas da net- google- e editei no movie-maker.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O COCO DO COCO

Moça, donzela não arrenega um bom coco
Nem a mãe dela, nem as tia, nem a madrinha
Num coco toco quem faz muito e acha pouco
Em rala-rala que se educa a molhadinha

Se tu não peca meu bem
Cai a peteca neném
Vira polícia da xereca da vizinha
Se tu se guarda e não tem
Tá encruada que nem
Ovo no cu da galinha
Não tem cinismo que diz
Entre a santa e a meretriz
Só muda a forma com que as duas se arreganha
Eu só me queixo se criar teia de aranha
Quem nega tá de manha ou faz pouco que gozou
No tempo em que casei de véu com meu marido
Era virgem no ouvido e ele nunca reclamou
Pra ser sincero eu acho que isso inté facilitou
Moça...


Composição: Guinga/Aldir Blanc - Leila Pinheiro canta em CATAVENTO-
Depois posto com melodia, tá? Criscricasdivertidas